O cineasta estoniano Oskar Lehemaa está pronto para sua estreia em longa-metragem de ficção científica e horror corporal em língua inglesa. Birth, apresentado no mercado de co-produção Frontières, promete uma abordagem “grotesca e aterradora” sobre a gravidez e a maternidade que deixa bem longe qualquer romantização do tema.
Uma última chance
A trama segue um casal que, após anos de tentativas fracassadas para ter filhos, resolve fazer uma última aposta antes de recorrer à fertilização in vitro: participar de um retiro de fertilidade isolado em meio à floresta. O que começa como promessa de salvação rapidamente revela-se como uma experiência perturbadora, com elementos que sugerem práticas místicas e sobrenaturais ligadas aos antigos ritos do local.
Uma proposta ousada
Com uma linguagem visual visceral típica do body horror contemporâneo, Birth busca desconstruir narrativas convencionais sobre maternidade e fertilidade. A premissa evoca comparações com clássicos como Rosemary’s Baby, mas com uma abordagem muito mais contemporânea e desconfortável.
O contexto
O projeto gerou interesse significativo no mercado europeu de produção, sinalizando que há espaço para histórias que exploram temas tabu de forma artística e provocadora. Lehemaa se junta a uma nova geração de cineastas que usam o gênero de horror para questionar expectativas sociais sobre o corpo feminino e a reprodução.


