O cineasta iraniano Nader Saeivar chega ao Festival de Karlovy Vary com o drama ‘Hijamat’, baseado em Berlim, que mergulha em questões de identidade, religião e aceitação familiar. O filme acompanha Karam, cujo relacionamento romântico secreto com outro homem desencadeia uma verdadeira crise dentro de sua família muçulmana profundamente religiosa.
Saeivar, que colabora com o renomado diretor Jafar Panahi desde 2017, traz para a tela uma perspectiva íntima sobre os conflitos geracionais no Irã contemporâneo. Segundo o cineasta, existe “uma espécie de rejeição à religião entre a geração mais jovem” no país – reflexo das tensões sociais que alimentam a narrativa do filme.
Colaboração com Panahi
A parceria entre Saeivar e Panahi, um dos maiores nomes do cinema iraniano, tem se mostrado frutífera ao longo dos anos. Essa ligação com um diretor de reconhecimento internacional ajuda a amplificar as vozes do cinema iraniano em festivais prestigiados como Karlovy Vary, um dos eventos cinematográficos mais importantes da Europa Central.
Contexto Editorial
‘Hijatat’ chega em um momento crucial para o cinema iraniano, que segue enfrentando censura e restrições governamentais. Filmes que abordam sexualidade e questionamento religioso continuam sendo polêmicos no país, tornando produções como essa ainda mais significativas como formas de expressão artística e política. A apresentação em Karlovy Vary reforça a importância do circuito internacional de festivais para cineastas que buscam liberdade criativa.


