A Screen Australia divulgou uma análise inédita sobre o financiamento de produções audiovisuais, e os números não deixam dúvidas: plataformas de streaming sozinhas não conseguem bancar a maioria dos projetos.
O que diz o estudo
O levantamento analisou 197 projetos de produção submetidos entre janeiro de 2023 e outubro de 2025 — incluindo 119 longas-metragens, 59 dramas televisivos para adultos e outras produções. A conclusão é clara: embora as contribuições do mercado streaming apareçam regularmente nos planos de financiamento, elas raramente são suficientes para cobrir os custos totais de uma produção.
Impacto na indústria australiana
Os dados reforçam um desafio estrutural que a indústria audiovisual enfrenta globalmente. Produtores precisam buscar múltiplas fontes de financiamento — subsídios governamentais, investimento privado, pré-vendas internacionais — para viabilizar seus projetos. A dependência exclusiva de um único player do streaming se mostrou inviável.
O contexto brasileiro
No Brasil, a situação é semelhante. Apesar do investimento crescente da Netflix, Disney+ e Globoplay em conteúdo local, produtoras independentes e estúdios continuam precisando de apoio de fundos de audiovisual, incentivos fiscais e parcerias múltiplas. Este estudo australiano pode servir como base de discussão para políticas públicas de fomento ao cinema e TV nacional, reforçando a importância de um ecossistema diversificado de fontes de financiamento para manter a criatividade e a pluralidade na tela.


