Um supershowdespedaçado em 11 minutos
A final da Copa do Mundo recebeu um intervalo que prometia tudo e entregou… quase nada completamente. Madonna, BTS, Justin Bieber, Shakira, Burna Boy, Gustavo Dudamel, Chris Martin (do Coldplay) e até os Muppets dividiram apenas 11 minutos de palco em um espetáculo que mais parecia um zapping de clipes do YouTube do que um show coeso.
Muito barulho por pouco tempo
Havia relatos de que a produção receberia permissão para estender o tempo além do previsto, mas no final, o show foi tão comprimido quanto um pacote de macarrão instantâneo. Cada artista teve segundos – literalmente segundos – para aparecer e desaparecer, transformando um encontro de ícones globais em uma espécie de carrossel alucinante de celebridades.
O efeito zapping
A estratégia de colocar nomes tão gigantescos em um espaço temporal tão curto gerou mais perguntas que emoção. Fãs se perguntaram se realmente viram seus artistas favoritos ou apenas tiveram alucinações coletivas diante da TV. Era menos um show de intervalo e mais um trailer dos artistas que a FIFA gostaria de ter contratado para um show de verdade.
O contexto do caos criativo
Esta continua sendo uma tendência em grandes eventos: reunir o máximo de nomes para atrair diferentes públicos, mas sacrificando a qualidade de cada apresentação. Enquanto streaming cria experiências imersivas e focadas, a TV aberta insiste em oferecer sobremesas para toda a festa, resultando em ninguém sair completamente satisfeito.


