Christopher Nolan não está nada feliz com a democratização da crítica cinematográfica. O diretor bicampeão do Oscar disparou contra os críticos amadores que proliferam em plataformas como Letterboxd, argumentando que existe “um problema real” na forma como avaliam filmes hoje em dia.
Segundo Nolan, muitos desses críticos não reconhecem a importância da “linguagem visual moderna da narrativa” como elemento essencial da linguagem cinematográfica. Para o diretor, há uma desconexão clara entre o que esses avaliadores esperam de um filme e o que de fato constitui um trabalho cinematográfico bem executado.
A acessibilidade como vilã?
O que antes exigia conhecimento técnico e estudos aprofundados em cinema agora está ao alcance de qualquer um com um smartphone. E enquanto a democratização do acesso é importante, Nolan sugere que isso criou uma geração de “críticos” que julgam filmes sem entender suas bases técnicas e artísticas. A crítica pode não ser justa com criadores que exploram a linguagem visual de formas inovadoras.
Por que isso importa
A declaração de Nolan toca em um debate mais amplo sobre expertise versus opinião de massa. Ainda que todo filme mereça ser apreciado por diferentes perspectivas, ignorar a gramática cinematográfica ao avaliar uma obra é como criticar um romance sem conhecer literatura. A questão que fica é: a tecnologia aproximou demais cinema e crítica, ou precisamos apenas de mais educação visual?


