Um conto de culpa, bruxaria e irmandade
Camp, o novo longa de Avalon Fast, segue Emily (Zola Grimmer), uma jovem marcada por tragédia que chega a um acampamento de verão para crianças problemáticas como conselheira. O filme começa com uma confissão assustadora em um jogo de verdade ou desafio: Emily revela ter causado a morte acidental de alguém — e outra morte inesperada acontecerá durante a noite. A partir daí, a narrativa transita do realismo para o sobrenatural, tecendo uma trama que mistura luto, irmandade forjada no trauma e ocultismo feminino.
O que os críticos elogiaram
Segundo o Variety, o filme de Fast é “transfixing” e tonalmente travesso, revitalizando o gênero supernatural com uma melancolia etérea e mischievous. Os críticos celebram como a obra transforma a culpa em protagonista — não apenas um sentimento, mas a força motriz por trás da transformação de Emily. A química entre as personagens e a forma como o filme equilibra momentos de leveza com angústia profunda foram pontos altos. A performance de Zola Grimmer também recebeu destaque por sua vulnerabilidade e presença magnética.
Tonalidade e estilo em destaque
O grande trunfo de Camp parece ser sua capacidade de navegar entre gêneros sem perder a coesão narrativa. O filme não se leva demasiado a sério, mas tampouco trivializa os temas abordados. A direção de Avalon Fast consegue extrair profundidade de situações que poderiam ser banais, transformando a jornada de auto-descoberta de Emily em algo realmente hipnotizante.
Veredicto
Camp é um filme que recompensa quem busca histórias de mulheres complexas, especialmente aquelas que encontram poder e redenção através de caminhos inesperados. Se você gosta de narrativas que misturam o intimista com o sobrenatural, mantendo um tom irreverente mas emocionalmente inteligente, este é um filme imprescindível.


