A Franquia Muda de Tom

Evil Dead Burn é o terceiro filme da série desde o reboot de 2013 e o sexto da franquia em geral. Diferentemente dos clássicos originais — que misturavam gore excessivo com humor absurdo e leveza característica — este novo capítulo abandona completamente o tom gonzo que marcava especialmente Evil Dead II (1987) para abraçar uma abordagem muito mais sombria e visceral.

O que os Críticos Elogiaram

Segundo o Variety, o filme funciona efetivamente nos seus próprios termos: uma peça de “gross-out guignol” que remete a um drama de rancor e demônios familiares. O veículo compara a atmosfera a uma peça de Eugene O’Neill encenada por Herschell Gordon Lewis, sugerindo uma ambição dramática e visual que vai além do simples entretenimento de horror. Os críticos reconhecem que, embora o espírito Evil Dead esteja vivo, a franquia evoluiu para um território muito mais obscuro.

O Que Falta

O grande ponto de crítica é justamente a perda daquela “leveza” e da prankishness que caracterizava os originais. Muitos fãs anseiam pelo humor irreverente e pela esperteza que tornavam os primeiros filmes memoráveis — aquele tom que brincava até com o próprio conceito de “evil dead” como uma redundância cômica. Evil Dead Burn não oferece isso.

Veredicto

Evil Dead Burn é um filme que funciona como horror sério e intenso, mas que pede ao espectador que deixe as expectativas sobre comédia de lado. Se você busca a leveza dos clássicos, prepare-se para decepção; se quer um horror visceral e ambicioso, pode encontrar entretenimento efetivo neste novo rumo da franquia.