Um experimento de horror que não funciona
“Ice Cream Man” é o novo longa de Eli Roth, diretor conhecido por “Hostel” e “Thanksgiving”. O filme segue um vendedor de sorvete que distribui um produto demoníaco que transforma crianças em zumbis assassinos. A proposta é ambiciosa em sua provocação, mas, segundo a crítica internacional, execução deixa muito a desejar.
O que os críticos elogiaram
Poucos foram os pontos positivos destacados. O Variety reconhece que Roth já teve momentos de transgression bem-sucedida no cinema — “Hostel: Part II” é citado como exemplo de uma provocação que funcionava, e “Thanksgiving” era pelo menos uma brincadeira ousada e bem realizada. A intenção de ir além dos limites existe, mas não se concretiza aqui.
Os principais problemas
Para o Variety, “Ice Cream Man” é “uma peça de shock theater preencha e mal realizada”, comparando-a desfavoravelmente até mesmo com “Thanksgiving”. A crítica descreve o filme como “derivativo, tão básico na filmagem quanto se possa imaginar, e ludicrous demais para assustar”. O longa tenta ser uma brincadeira de horror, mas cai na armadilha de ser pretensioso demais em suas tentativas de choque, perdendo qualquer efeito real.
O veredicto geral
O consenso é claro: trata-se de uma “pirueta de shock theater” que não justifica sua própria existência. Não há substância por trás da provocação, apenas tentativas vazias de transgredir pelo transgredir.
Vale a pena assistir?
“Ice Cream Man” parece ser um projeto que chegou ao streaming/cinemas antes de estar pronto. A menos que você seja fã incondicional de Eli Roth ou colecione horrors fracassados, há títulos muito melhores para aproveitar seu tempo neste género.


