Moana quebra a maldição dos remakes live-action

O novo Moana chega como aquele filme que ninguém esperava que funcionasse. A Disney acumulou fracassos notórios com seus remakes live-action — daqueles projetos que parecem existir apenas para movimentar a bilheteria — mas desta vez, segundo o Variety, a história é outra. Dirigido com uma abordagem híbrida que mantém animação em parte significativa do filme, Moana consegue o que seus antecessores não alcançaram: relevância criativa.

O segredo está na execução hibrida

O crítico do Variety destaca que a solução genial foi não tentar ser completamente live-action. “It helps that half the film IS animated, that Dwayne Johnson goes full Maui, and that newcomer Catherine Laga’aia plays Moana with a beaming rapture.” A escolha de manter elementos animados permite que o filme respire e mantenha a magia do original, enquanto Dwayne Johnson entrega uma performance de Maui que justifica sua presença — nem sobreator nem distante, mas comprometido com o personagem.

O problema dos remakes (enfim, resolvido?)

O Variety não economiza crítica ao gênero em si. “These movies add nothing (except to Disney’s revenues).” A indústria de remakes live-action é notoriamente “existencialmente medíocre” — pesados, sem elegância, que fazem o espectador desejar voltar ao original. Mas Moana é a exceção que prova a regra: pela primeira vez, um crítico confessaria sem culpa que uma criança que nunca viu a versão animada poderia começar por este remake.

Consenso e veredicto

A crítica internacional reconhece que o filme não reinventa o cinema, mas faz algo raro no catálogo Disney: funciona completamente. Não é um “remake desnecessário” — é um produto que oferece valor próprio, respeitando o material original sem tentar igualá-lo.

Vale a pena assistir?

Se você é fã do Moana original ou simplesmente cansado de remakes genéricos, este é daqueles raros casos em que a aposta da Disney não decepciona. Não é apenas bom apesar de ser um remake — é bom porque compreendeu o que torna Moana especial.