Uma mistura desigual de horror e comédia
‘Strung’, novo lançamento da Peacock dirigido por Malcom D. Lee (diretor de ‘The Best Man’) e escrito por Alan B. McElroy (roteirista de ‘Halloween 4: The Return of Michael Myers’), chega com promessas de um thriller de horror, mas o resultado é bem diferente do esperado. O filme acompanha Layla, uma violinista ingênua que aceita trabalhar como tutora particular de música para uma família abastada em Los Angeles, descobrindo-se envolvida em um perigoso jogo de violência, ganância e decepção.
O que funcionou
Segundo a Variety, a produção consegue se divertir com seu próprio absurdo. Chloe Bailey entrega uma interpretação genuína e comprometida no papel de Layla, enquanto a presença icônica de Lynn Whitfield adiciona carisma à trama. Mesmo quando o roteiro desaba, essas duas atrizes conseguem tornar o filme divertido de acompanhar — ainda que não pelos motivos originalmente pretendidos.
Onde tudo desaba
O grande problema de ‘Strung’ é sua incapacidade de manter o tom. A crítica aponta que a narrativa é “comicamente previsível” e que o filme “completamente se desintegra nas costuras”. O que deveria ser um thriller assustador se transforma em um caos campy e involuntariamente hilariante, afastando-se cada vez mais do gênero horror que prometia no título.
O veredicto
‘Strung’ é um daqueles filmes que funciona melhor como comédia não intencional do que como o thriller que almejava ser. Se você procura sustos genuínos, continuará decepcionado. Mas se curte uma produção camp e absurda, as performances de Bailey e Whitfield podem valer o tempo gasto — desde que suas expectativas estejam devidamente ajustadas.


