Os 6 Filmes do Universo Spider-Man da Sony, Ranqueados
Em 1999, a Marvel vendeu os direitos do Homem-Aranha para a Sony Pictures por apenas 7 milhões de dólares — um negócio que se provou uma das melhores aquisições da história do cinema. Aproveitando essa vantagem, a Sony criou seu próprio universo de vilões aranhadescos, o SSU (Universo Spider-Man da Sony), que prometia ser tão emocionante quanto o MCU. Porém, nem todo grande poder é usado com grande responsabilidade. Entre sucessos como Homem-Aranha: Através do Aranhaverso e fracassos espetaculares como Morbius, o SSU mostrou que nem sempre quantidade resulta em qualidade. Vamos aos seis filmes de spin-off de vilões do Homem-Aranha e ver qual deles consegue sair com a cabeça erguida.
6. Kraven: O Caçador

Kraven: O Caçador (2024) é uma aula sobre como não fazer um filme de super-herói moderno. Aaron Taylor-Johnson interpreta Sergei Kravinoff, um vigilante que caça criminosos internacionais, mas o filme não consegue encontrar nem um pingo de carisma ou propósito. A trama confusa envolvendo seu pai maligno (Russell Crowe), seu irmão em perigo e a vilã Calípso (Ariana DeBose) se arrasta sem qualquer engajamento emocional. Disponível em plataformas de aluguel, é mais um lembrete do que o SSU deveria evitar.
5. Morbius

Jared Leto retorna como o vampiro científico Michael Morbius em um filme que confunde humor acidental com entretenimento intencional. A narrativa sobre um biólogo que se torna um anti-herói imortal poderia funcionar, mas a execução é tão desajeitada que virou meme na internet. Disponível na Netflix, Morbius é uma experiência curiosa, mas não pela razão certa — é o tipo de filme que você assiste para conversar sobre como é estranho.
4. Venom: A Hora da Carnificina
O segundo filme de Venom tenta elevar a aposta com a chegada de Carnificina, mas termina sendo ainda mais caótico que seu antecessor. Tom Hardy continua carismático como Eddie Brock/Venom, mas o filme se perde em seu próprio caos de personagens e trama. Está disponível na Max, caso queira revisitar o universo simbiótico com mais desculpas para confusão.
3. Venom

O primeiro Venom (2018) foi uma surpresa relativamente agradável — Tom Hardy rouba todas as cenas com sua química divertida com o simbionte. O filme não é perfeito, mas consegue ser entretido em seus momentos de ação e comédia acidental. Disponível na Max e Prime Video, é ainda o melhor filme standalone do SSU até agora, provando que às vezes a química de um ator pode salvar um projeto inteiro.
2. Madame Teia

Madame Teia (2024) chegou com a ambição de conectar o universo e explorar a origem de uma vidente poderosa. Dakota Johnson entrega uma performance sólida, e o filme consegue alguns momentos visuais interessantes com seu tema paranormal. Apesar das críticas mistas, é uma produção ambiciosa que pelo menos tenta fazer algo diferente. Disponível na Max, merece uma chance se você é fã de filmes de super-heróis com tons mais sombrios.
1. Homem-Aranha: Através do Aranhaverso

Tecnicamente um spin-off do universo SSU, Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (2023) é uma obra-prima animada que prova que a Sony é capaz de excelência. Com Miles Morales enfrentando vilões multiversais, o filme combina animação inovadora, narrativa envolvente e um elenco de personagens memoráveis. Disponível na Netflix e Max, é obrigatório para qualquer fã de super-heróis e merecia estar aqui apenas pelos méritos artísticos.
Conclusão
O Universo Spider-Man da Sony é um estudo de caso fascinante sobre ambição versus execução. Enquanto alguns filmes conseguem momentos de diversão (como Venom), muitos caem na armadilha de tentar fazer demais com personagens que nunca tiveram o carisma do Homem-Aranha em primeiro lugar. Com o fracasso crítico de Kraven, o futuro do SSU parece incerto — mas pelo menos temos Homem-Aranha: Através do Aranhaverso para lembrar que, quando Sony e seus parceiros acertam, o resultado é verdadeiramente espetacular.

