Robert Smith, vocalista do The Cure, não poupou críticas ao anúncio da FIFA de que a final da Copa do Mundo terá, pela primeira vez na história, um show de intervalo. Em uma publicação no Instagram da banda, Smith soltou o verbo com toda a raiva característica: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAGH… #Pãoecirco #MUVAGEM #peloamordedeusporfavorsaiamfora”.
O evento foi curado por Chris Martin, do Coldplay, e contará com apresentações de Madonna, Justin Bieber, Shakira e BTS. A decisão de adicionar um espetáculo musical ao intervalo da partida final marca uma mudança significativa na tradição do torneio.
O desabafo de Smith reflete uma preocupação comum entre artistas e críticos: a comercialização excessiva de eventos esportivos historicamente focados apenas na competição. O músico britânico, conhecido por suas opiniões contundentes, não é o primeiro a questionar o crescente entretenimento corporativo em esportes de massa.
Por que isso importa
A reação de Robert Smith toca em um debate legítimo sobre a transformação dos grandes eventos esportivos em “panem et circenses” (pão e circo). Enquanto uns veem a medida como inovadora e empolgante, outros a consideram uma distração desnecessária. O que é certo: a postagem do The Cure viralizou e provou que até criações artísticas genuínas conseguem viralizar com bom gosto — ou falta dele.


