A Warner Bros. quer muito fazer uma sequência de ‘Barbie’, e isso é compreensível. O filme original, lançado em julho de 2023, arrecadou mais de 1,4 bilhão de dólares nas bilheterias mundiais e conquistou nada menos que oito indicações ao Oscar. Um fenômeno cinematográfico. Porém, o caminho até a tão esperada continuação está longe de ser um mar de rosas.

O problema está na mesa de negociações. Ryan Gosling e Margot Robbie, que foram fundamentais para o sucesso estrondoso do primeiro filme, querem aumentar seus cachês para a sequência. É um pedido justo, considerando o impacto global do longa. Mas David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, não está disposto a abrir os cofres da maneira esperada pelos atores — e esse impasse está congelando o projeto.

A negociação travada

De um lado, Greta Gerwig (diretora), Margot Robbie (produtora e estrela) e Ryan Gosling (Ken) entendem que seu valor agregado ao filme merece remuneração correspondente. Do outro, a executiva máxima da studio tenta conter custos de produção, um padrão cada vez mais comum em Hollywood após os recentes desafios econômicos do mercado audiovisual.

Por enquanto, não há data prevista para o retorno das negociações ou qualquer anúncio oficial sobre o andamento da sequência.

O contexto por trás da disputa

A situação reflete um momento delicado em Hollywood: enquanto os estúdios querem manter margens de lucro, talentos que comprovadamente geram bilhões em receita exigem salários condizentes com seu poder de atração. Casos assim tendem a estabelecer precedentes — uma sequência de ‘Barbie’ com um novo elenco seria um risco gigantesco, mas ceder aos pedidos salariais abre portas para reivindicações similares em outros projetos.